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13 de fevereiro - Finca la Falda

A Finca la Falda é uma estância de ao redor de 130 hectares, que fica entre os lugarejos Cerrillos e La Merced, a uns 15 Km ao sul de Salta. A casa principal foi transformada pelos simpáticos proprietários, Horácio e Josefina, em uma hospedagem, com alguns poucos quartos confortáveis e decorados.

A propriedade continua produtiva, com plantações de tabaco e criação de gado leiteiro.


O dia foi dedicado ao descanso na fazenda. João foi passear a cavalo e os demais sairam a passear pela finca conduzidos pelo casal de proprietários. Atração a parte, é um casal de lhamas criado desde pequeno na propriedade.





A tarde, fomos até Salta, pois as meninas queriam aproveitar a proximidade da civilização e fazer algumas compras.
A opção por fazer uma parada na fazenda se mostrou proveitosa, pois serviu para "recarregar as baterias" dos viajantes. À noite, ainda jantamos na própria estância. Josefina e Horácio chamaram uma cozinheira das redondezas, que nos preparou um janta típico, regado com um excelente vinho de Cafayate.

6 de fevereiro - Tilcara

Depois de recuperar o carro e fazer as últimas compras em Salta, rumamos para Tilcara, um vilarejo de uns 6.000 habitantes a 2.500m de altitude.

Eu reservei de última hora uma pousada, que se mostrou uma das mais bonitas em que ficamos durante toda viajem, a Quinta La Paceña. A pousada foi construída sobre uma casa do Século 19 por um casal de arquitetos. São uns poucos quartos decorados com muito bom gosto. A própria dona nos recebeu.



Depois de fazer check-in, saímos para passear pela cidade. A atmosfera é meio surreal. Era terça de Carnaval e, na região, o Carnaval é festejado a sério. Por toda cidade haviam corsos, com uma banda e um monte de gente seguindo um diabo todo enfeitado por lantejoulas.








O povo não se fantasia, mas vai coberto de talco e uns jogam espuma nos outros.



Uma índia se engraçou no João, com o efeito visto na foto abaixo:



No final da tarde, para aproveitar a luz do entardecer, saímos do vilarejo e fomos fotografar a própria Quebrada (canion) de Humauaca. Eu gostaria de ter tido mais um dia para explorar a região, que é realmente espetacular.



Distância percorrida neste dia: 200 Km

4 de fevereiro - Salta, la Linda!



Este dia foi reservado para conhecer Salta. O carro ficou no estacionamento do hotel:)

Salta é chamada pelos Saltenhos de "la Linda", não sem razão. A cidade é muito simpática. Tem um monte de atrações turísticas, igrejas, museus e um teleférico que vai para um morro com vista para toda cidade. A praça central, com catedral e cabildo, é cheia de bares, onde pode-se comer a típica "empanada saltenha" acompanhada de uma cerveja da marca Salta, obviamente.

Aliás, vendo o centro de Salta, dá saudades da época em que a violência no Brasil estava em outros patamares. Ao anoitecer, lá pelas 20:00 (eles também estavam no horário de verão), as ruas e praças enchem de famílias e crianças. Aqui, em contraste, estamos todos aprisionados em nossas casas.






Partida! - 1º de fevereiro de 2008

No dia 1/2/2008, partimos para nossa viagem/expedição de 20 dias em direção a San Pedro de Atacama no Chile, com direito a um monte de paradas no Noroeste Argentino. A viagem foi planejada para incluir paradas para fotografia, nosso (Eliane e Carlos) objetivo na viajem. Paula e João, como bons convidados, tiveram que concordar com o roteiro. Para compensar, tentei incluir hotéis bem "bacanas", com o objetivo de deixar todos contentes.


Fomos, os quatro, em um carro só, a Ecosport. Como o porta-malas da Ecosport é pequeno decidimos usar um bagageiro no teto, conhecido por Thule, o nome do fabricante do mesmo. Com isso o problema da bagagem se resolveu perfeitamente. O bagageiro funciona perfeitamente, e, nas velocidades em que andamos (não mais que 110Km/h, o limite na Argentina) não faz barulho, nem parece aumentar muito o arrasto aerodinâmico.

O objetivo inicial da viagem, foi Salta, no Noroeste da Argentina. Salta fica a 1.900 Km de Porto Alegre e no caminho não há muita coisa para a ver, principalmente na região do Chaco, entre Corrientes e Salta. Para não tornar a viagem cansativa demais, decidimos quebrar a viagem em três dias, com ao redor de 600 Km para cada dia. A idéia era sair cedo, logo depois do café-da-manhã, para estar no próximo destino ao final da tarde.



Como nenhum de nós conhecia a região das Missões, decidimos dormir a primeira noite em São Miguel das Missões. Ficamos no Wilson Park Hotel, um hotel grande e com boas instalações. Como era sexta feira antes do Carnaval, não havia ninguém, com exceção de alguns Argentinos que lá estavam, como nós, apenas para pernoite.

Para a ida a São Miguel há várias alternativas (via Espumoso, via Tapera, via Cruz Alta) pedágio. Com base em informações de conhecidos que vivem na região, optamos pela rota via Cruz Alta (Tabaí-Canoas, BR-386 e BR-285). Todo caminho está em excelente estado (grande parte tem pedágio) e a viagem foi tranquila, até por não haver quase movimento. Chegamos cedo, lá pelas 16:00. Foram 491Km.

Depois do check-in no hotel, deu para visitar as ruínas com calma, tirar um monte de fotos, voltar ao hotel para jantar e ainda assistir o espetáculo de luz e som. Depois, fomos para a cama, pois o dia seguinte prometia muito.



Distância percorrida neste dia: 491 Km